Balanço: E-commerce 2013, 2014

Apesar da inflação elevada, próxima ao teto da meta, e do baixo crescimento econômico, 2013 foi positivo para o e-commerce brasileiro. O setor faturou R$28,8 bilhões ao longo do ano, o que corresponde a um crescimento nominal de 28%, se comparado a 2012. O resultado superou as expectativas, já que, inicialmente, esperava-se que o setor crescesse 25%.

A Black Friday é uma das explicações para esse resultado. Realizada no dia 29 de novembro, a ação movimentou R$ 770 milhões para o setor, quebrando todos os recordes de faturamento em um único dia.

Outra justificativa é a popularização da banda larga móvel. A oferta de modelos mais simples de smartphones conectou pessoas das classes C e D, que não possuíam acesso à rede, transformando as em internautas e, em muitos casos, consumidoras online. Com tudo isso, o número de pedidos feitos via internet chegou a 88,3 milhões, número 32% maior se comparado ao ano anterior.

 

Categorias mais vendidas
A categoria “Moda & Acessórios” manteve a liderança durante o ano, embora categorias como “Cosméticos e Perfumaria / Cuidados Pessoais / Saúde” e “Eletrodomésticos” continuassem no topo das vendas. Também foi possível notar um aumento na procura de smartphones e televisores no segundo semestre.

 

E-consumidores
No decorrer do ano, 9,1 milhões fizeram a sua primeira compra online, assim, o número de consumidores únicos, ou seja, que já fizeram ao menos um pedido através da internet, passou para 51,3 milhões. Mas desse total, 8 milhões não utilizaram o comércio eletrônico em 2013. No ano passado, os consumidores ativos foram 43,2 milhões. Cada um fez, em média, duas compras.

 

Mobile Commerce
O mobile commerce vem crescendo rapidamente. Em janeiro de 2013, as transações concluídas por dispositivos móveis correspondiam a 2,5% de todas as vendas online. Em dezembro, esse número já era praticamente o dobro: 4,8%. Esses resultados demonstram a força do segmento, que deve se consolidar nos próximos anos. Atualmente, são poucas as lojas online preparadas para as peculiaridades da navegação através de tablets e smartphones. Em 2014, isso deve começar a mudar. A tendência é que muitos varejistas passem a direcionar esforços para se adaptar à mobilidade.

 

Frete
A entrega gratuita é um fator importante para a decisão de compra dos E-consumidores. Apesar disso, no decorrer do ano, houve queda na oferta de frete grátis, que passou de 58%, em dezembro de 2012, para 50%, em dezembro de 2013.

Essa redução deve continuar em 2014, por causa da busca das empresas por rentabilidade. Entretanto, o consumidor deverá encontrar mais opções de entrega. Quanto menor o tempo para receber a compra, mais caro será o preço do frete, afinal, conveniência e praticidade têm preço.

 

Expectativas para 2014
O comércio eletrônico brasileiro vai continuar em ascensão em 2014, mas as taxas de crescimento devem ser um pouco menores. A estimativa é de que o setor cresça, nominalmente, 20%, em relação a 2013, faturando R$ 34,6 bilhões. Vários fatores devem influenciar nos resultados, da economia até o calendário, já que esse ano, o carnaval é tardio, a quantidade de feriados prolongados é maior e ainda temos pela frente uma Copa do Mundo e eleições no segundo semestre.

 

Expectativas para 2014

• Cenário Econômico
Em 2014, o desemprego deve continuar em baixa, o que é bom. Entretanto, as possibilidades de aumento da massa salarial são pequenas, devido à inflação. Os estímulos da economia também devem diminuir. Embora o IPI da linha branca não tenha aumentado no início do ano, houve alta para outros produtos, como os da categoria “Móveis & Decoração”, que vem se destacando no e-commerce. O parcelamento elástico e o frete grátis, dois dos principais atrativos do varejo digital, devem reduzir gradualmente. Todos esses fatores devem contribuir para que o consumidor fique mais cauteloso na hora da compra.
• Copa do Mundo
A Copa do Mundo vai influenciar positivamente nas vendas do comércio eletrônico. Os jogos devem aumentar a procura por televisores de grandes proporções com tela fina. Os artigos esportivos, camisetas de seleções e produtos relacionados à competição também devem ficar entre os preferidos dos E-consumidores.
• Tendências
A mobilidade é uma das tendências mais fortes para 2014, colaborando não só para o mobile commerce, mas para o crescimento de um fenômeno chamado showrooming. Mesmo estando dentro de uma loja física, o consumidor tem a possibilidade de pesquisar preços e informações em outros estabelecimentos, através do dispositivo móvel. Com isso, a decisão de compra fica por conta do fator conveniência. A loja em si, acaba funcionando como um showroom, em que o cliente pode ter contato com o produto antes da aquisição.
• Consumidores
Até o final do ano, mais 9 milhões de pessoas devem começar a comprar através da internet, elevando o número total de consumidores únicos para 60 milhões. O crescimento da banda larga móvel deve contribuir para esse resultado.
• Mais números
Em 2014, a expectativa é que o número de pedidos feitos pela internet cresça 26%, em relação a 2013, chegando a 111,54 milhões. O tíquete médio deve ficar em R$ 310, o que representa uma queda de -5%, se comparado ao ano anterior.

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